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Artigos escritos em 2006

Sintonia empresarial, as semelhanças entre empresas e orquestras

Orquestras podem ensinar muito a empresas, especialmente na busca destas por sintonia com o público interno – os funcionários – ou com o externo – os clientes propriamente ditos. Mas como chegar a um grau de consonância digno de aplausos no mundo empresarial? Deveriam as organizações “afinar” melhor seus instrumentos – nesse caso, seus funcionários/colaboradores? Conhecê-los em maior e melhor profundidade – no que diz respeito a suas habilidades, competências, pontos fortes e fracos e estímulos motivacionais –, instigar o conhecimento mútuo entre eles e o autoconhecimento? Ou, ainda, seguir com mais esmero sua “partitura” – ou seja, o conjunto formado pelas normas e pelos procedimentos do mercado e pelo planejamento estratégico?

Na realidade, o ideal seria que as empresas estimulassem a sensibilidade de sua equipe, para que esta pudesse descobrir todo seu potencial e talento, e, por conseguinte, os agregasse às ferramentas de gestão utilizadas. Esse é o caminho para que todos tenham condições de acompanhar corretamente a partitura e de alcançar a sintonia perfeita, fazendo com que a platéia atinja o êxtase. Quer dizer, para que sejam capazes de deixar os clientes totalmente satisfeitos e de levá-los a divulgar e comprar mais e melhor os produtos e/ou serviços, a marca e a imagem da organização que os atendeu.

É assim que deve ser: as empresas precisam visar a seu crescimento, a seu desenvolvimento e, acima de tudo, aos aplausos de sua platéia – ou melhor, de seus clientes finais –, sempre em total sintonia.

Seguem algumas dicas para se obter tal sintonia empresarial:

  1. Cada funcionário deve conhecer suas competências e habilidades (seus instrumentos), promovendo um balanço anual próprio e identificando os objetivos e as metas que conquistou ou não. Deve também investir em formação técnica, em autoconhecimento, ética, respeito, auto-motivação, comunicação, qualidade de vida, postura, networking e marketing pessoal.
  2. O colaborador deve estar em sintonia consigo mesmo. Para isso, precisa ter definido o valor de sua marca, de sua imagem pessoal e profissional, e visualizar como esta pode somar pontos ao negócio em que ele está inserido. E também como o negócio, em si, pode ter suas respectivas marca e imagem valorizadas perante seu pessoal e seus clientes – o que exige afinação, comunicação e muito preparo.
  3. A empresa deve ter muito claros seus objetivos (sua partitura), metas, visão e missão e conhecer seus mercados de atuação, as oportunidades e ameaças ligadas a esses mercados, os concorrentes e os próprios atributos fortes e fracos. Deve saber agir em cima de suas características favoráveis e desfavoráveis e ter descritos todos os seus passos em um planejamento estratégico, para assim saber onde está, aonde quer ir, como ir e quando ir.
  4. Cabe ao grupo identificar quem é seu cliente e as expectativas dele – o que ele quer, o que espera, seus desejos e necessidades. E ter consciência dos danos do marketing ruim, fruto do mau atendimento. Afinal, sabe-se que a pessoa mau atendida transmite a outras 12, em média, sua experiência negativa – fato que pode acabar com qualquer negócio ou espetáculo.
  5. É essencial que haja harmonia em todos os níveis da empresa, que todo trabalho seja desenvolvido realmente com espírito de equipe, amor, técnica, comunicação e liderança – lembrando que eu + você + nós = sintonia.
  6. A qualquer grande apresentação também não podem faltar, além de sintonia, partitura, ensaios constantes, ordenação, posicionamento correto e ação. Quando tudo isso está presente, é hora do show.

Ao atentar para esses tópicos, as empresas terão um melhor desempenho no seu dia-a-dia, empregados mais motivados e entusiasmados e, automaticamente, melhores resultados nas vendas e clientes muito mais satisfeitos.

Alexander Baer
Curitiba - PR - Brasil
Fone: (41) 9971 8624 - (41) 3244 0668
e-mail: alexanderbaer@alexanderbaer.com.br